Desaparecimento de testemunha de crimes contra os direitos humanos preocupa a Argentina Maio 22, 2008
Posted by ivanildafigueiredo in Noticias.trackback
Com o fim de regimes militares, as vítimas e seus parentes podem recorrer à justiça pela violação dos direitos humanos. No entanto, importantes testemunhas vêm sumindo antes dos julgamentos. Com esses desaparecimentos surge o questionamento de se os responsáveis pelas torturas durante a ditadura continuam possuindo tamanha influência.
Depois do caso Julio López, desaparecido desde 2006, o desaparecimento de mais uma testemunha-chave dos julgamentos por violações dos direitos humanos durante a última ditadura militar na Argentina (1976-1983), gerou preocupação ao governo.
Sobrevivente de centros clandestinos de extermínio do regime militar, ativista dos direitos humanos e presidente da Casa da Memória da cidade de Zárate, Juan Puthod, 50 anos, foi visto pela última vez na noite de terça-feira, segundo um membro de sua família.
Assim como López, Puthod testemunhou nos julgamentos de crimes de lesa-humanidade cometidos pelo regime militar.
Puthod ainda não tinha completado 18 anos quando foi preso, passando por vários centros clandestinos. Em um deles, perdeu a visão durante uma sessão de tortura.
Já no Brasil, o Ministério Público acaba de propor o primeiro processo contra um toturador após ter permanecido silente durante logo tempo em obediência a lei de anistia ampla e irrestrita que eximiu tanto os esquerdistas quantos os militares. Embora, estivesse bastante claro ao meu ver que atos de tortura, morte e desaparacimento não poderiam ser anisitiados.

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